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Outdoor – Desenvolvimento de competências humanas na Natureza.

Em 1986, o biólogo Edward Wilson propôs a existência de uma conexão inata entre Homem e Natureza, conexão esta ligada ao plano da sobrevivência. Com isto o autor explicava o bem estar generalizadamente sentido quando nos rodeamos pela Natureza, e deu-lhe um nome: biofilia.

Ligado a este conceito, o design biofílico é definido como o que preside à conceção e construção de espaços interiores com o objetivo de aumentar e melhorar a ligação entre ocupantes e a Natureza. A proposta para o conseguir passa pela articulação do uso de elementos naturais diretos, naturais indiretos e contexto espacial. O objetivo é o de melhorar a saúde, a felicidade, logo, a produtividade dos ocupantes, de forma sustentável e racional do ponto de vista ambiental. Muitos são hoje os edifícios em construção que são certificados no standard WELL[2], incorporando este conceito.

Mas este conceito não é novo na sua essência. A título de exemplo lembremo-nos dos famosos jardins suspensos da Babilónia, uma das sete maravilhas do Mundo Antigo, se existiram….

Ora, é inquestionável o benefício humano resultante de medidas que incentivem e favoreçam a conexão com a natureza. A neurociência, tal como outras ciências exatas e humanas, há muito estabeleceram a relação desses benefícios com o aumento e a melhoria da saúde, felicidade e produtividade das pessoas, inclusivamente em ambiente organizacional.

Não espanta, pois, que há décadas na história recente da arquitetura e das organizações nos esforcemos tanto e tantos recursos empreguemos, para trazer a Natureza para dentro dos nossos edifícios.

A Natureza aqui mesmo ao lado.

Mas a Natureza está aqui mesmo ao lado, porque não ir até ela?

Profusamente utilizado na década de 80 do século XX, o team building em Outdoor transformou-se rapidamente numa moda bem-sucedida. A ligação fácil entre o Outdoor e a perceção de superação, proporcionavam o ecossistema argumentativo ideal para advogar o desenvolvimento de competências humanas como a colaboração e o espírito de equipa na dianteira.

Muito o mundo evoluiu desde então. As competências humanas relevantes alteraram-se (no mínimo reorganizaram-se na priorização dessa relevância), o aumento do ambiente remoto revelou necessidades e fragilidades, as próprias metodologias de treino se alteraram profundamente e expressões como retenção, felicidade, cultura, pertença, alinhamento e compromisso são hoje léxicos comuns. 

Mas a Natureza continua Natureza, e a estar acessível para o treino e desenvolvimento de competências humanas.

Olhamos hoje para o outdoor não como um método (nunca foi), mas como contexto, ecossistema, plataforma de ligação para o team building imersivo ou de imersão, esse sim uma metodologia.

O team building imersivo em outdoor permite, com elevadíssimo potencial, não só a ligação à natureza e a mobilização de topo biofílicos e da biofilia óbvios, como diversificar os cenários de forma quase inesgotável, o que alarga a sua aplicação em projetos que não se fiquem por ações isoladas: mar, terra, montanha, céu, canoagem, canyoning, coasteering, escalada, btt, caminhada….

Permite ainda uma costumização total, logo adequação, ao nível dos grupos-alvo, permitindo conceber ações adequadas a pessoas com mobilidade reduzida até atletas de alta competição.

Na Dots Training recorremos com muita frequência a ações de outdoor e já realizámos ações para invisuais, pessoas em cadeira de rodas e até já levámos uma equipa comercial a ascender ao ponto mais alto da Africa do Norte no Alto Atas: 4.172 m de altitude, para trabalhar colaboração e comunicação, resiliência, espírito de equipa, mas também alinhamento com a Cultura Organizacional, pilares estratégicos, sentido de pertença e até inovação na transformação e na mudança, não esquecendo Liderança.


[2] https://www.wellcertified.com/

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